Libertação de Pensamentos
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Há tempos recordo daquele dia e dos primeiros instantes que trocamos olhares e palavras. De repente o interesse mútuo, os prazeres em comum...
Um relacionamento deve ser construído com verdade. A verdade, nua e sem retoques, nem sempre é bonita. Tem o lado ruim, tem a briga, tem a discussão, tem aqueles dias em que parece que estamos completamente fora de sintonia. Tem vezes, inclusive, que nos perguntamos “o-que-tô-fazendo-com-ele(a)?
Tem tudo isso. Tem a raiva, tem a irritação, tem tudo.
A verdade é que existe um lado feio do amor, porém não podemos deixar de amar. Seja perto, seja longe, seja junto, seja distante.
Antes ao abrir os olhos eu pensava “estou com ele”, mas nunca tinha parado para pensar sobre o quanto isso importava, o quanto me sentia segura e o quanto tinha de amor para dar. Hoje é dia 23, antes uma data para comemorar algo – hoje, simplesmente uma data como qualquer outra – apenas guardada na lembrança todo nosso filme.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Você foi embora aos poucos e quando viu que não tinha mais como estender sua permanência num relacionamento que você dizia ser inoportuno, saiu sem olhar para trás, bateu a porta com força e desapareceu da minha vida. Foi como um tsunami que chega sem avisar e destrói tudo num piscar de olhos. Foi isso que sua ausência prolongada causou no meu viver. Você devastou todo e qualquer resquício de carinho e afeição. Me deixou ali sozinha sem nem mesmo se importar com o estrago que deixou.
Eu recolhi os destroços e, entre lágrimas, reconstruí tudo lentamente. Me readaptei ao novo ambiente, descartei retalhos seus que ainda habitavam minha vida e fui lutando para me sentir alguém de novo. Você? Não sei. Sumiu subitamente e não deixou rastro ou espaço para que eu pudesse segui-lo. Dissipou-se no ar como brisa e só deixou o mormaço que, oculto, queima mais que o sol. Ardeu, mas eu sobrevivi.
Como eu estou? Essa era uma pergunta que você devia ter feito quando ainda vivíamos juntos. Quando nosso relacionamento foi escorrendo ralo abaixo e nossa conexão se perdeu. Essa era a preocupação que você devia ter tido quando saiu de casa e rasgou minha vida em dois. Esse era o questionamento que devia ter feito quando esqueceu nossos sonhos e planos e nem olhou para trás.
Não adianta vir agora perguntar como eu estou. Não fará mais diferença dizer que eu estive muito mal, que eu chorei por semanas sem fim, não vai mudar nada lhe contar que estive doente de amor, que desacreditei de mim mesma e me senti sozinha no mundo.
Como eu estou? Agora? Não sei...
Como eu estou? Agora? Não sei...
Você pode voltar no tempo e mudar tudo?
- Juliana Chequinato
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Eu esperei, e por mais que meu coração queira ficar contigo chegou a hora de partir. Vou arrumar e dar ordem a essa bagunça que fiz com meus sentimentos, mas não vou tentar te esquecer, ou melhor, esquecer aquilo que inventei.
Deixei nossos abraços guardados nas lembranças boas e aquelas conversas entre nossas despedidas… bem essas gravei dentro de mim pra que vez ou outra, eu possa colocar pra tocar.
...você é a bagunça mais linda que eu já vivi.
Eu vou me despedir aos poucos, mas é difícil porque tudo me faz lembrar de algo que vivemos e inventamos em uma de nossas conversas aleatórias. ...eu logo quis te mandar uma mensagem e contar o que mais gostei em algo que vi, ouvi ou li, mas desisti enquanto escrevia pois lembrei que estou tentando te esquecer. É complicado porque meu coração pede pra ficar, mas ele não entende que eu não posso lembrar de quem não se lembra de mim, pelo menos não como eu queria.
Eu me lembro quando juramos de dedinho que íamos dar um jeito nessa bagunça com nossos sentimentos, me lembro também de como era fácil antes dela, antes de sentir, mas sabe eu acho que desde nosso primeiro “oi”, já existia algo em nossos inconscientes, eu só preciso descobrir como fazer pra colocar tudo lá dentro de novo.
Eu tô bem, hoje eu guardei alguns de nossos beijos e abraços na mala, também tomei um suco de morango enquanto ria lembrando de como nos dávamos bem. Devagar vai dando tudo certo, mas enquanto isso eu vou andando e sorrindo por aí e dessa vez vou pegar um mapa e traçar uma nova rota.
Sinto muito, mas já não sinto o suficiente pra continuar a sentir.
Sinto muito, mas já não sinto o suficiente pra continuar a sentir.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Há algum tempo percebi que carrego pra todo canto a impressão de que vou te encontrar por ai. Quando estou escolhendo o shampoo no corredor do supermercado, tenho a ligeira impressão que de você passou perto de mim. Quando estou na fila do cinema pra entrar na sessão, fico intrigada olhando pro moço de camisa branca que de costas me lembra tanto você. É como se eu fosse te encontrar na próxima esquina, mas nunca encontro.
As nossas ruas nunca se cruzaram, e se se cruzaram algum dia, eu estava desatenta e não percebi. Eu, que odeio usar óculos, passei a sair de casa só com eles, para ver se te enxergo na multidão. Mas não sei ao certo o motivo, não sei o que diria se te encontrasse, não se você me abraçaria e comentaria do meu corte novo de cabelo ou se só diria um “oi” as pressas enquanto continua andando.
Mas é essa maldita sensação de que você sempre esta por perto, essa sensação que as vezes me impede de seguir em frente, de me concentrar no shampoo que pretendo comprar ou perder o lugar na fila do cinema, essa sensação de que você foi embora mas deveria ainda estar aqui.
Há também uma sensação estranha de que seguimos caminhos diferentes e igualmente bons para nós. Você está feliz e eu também estou. Não te quero de volta. Não suponho que me queira de volta. Talvez seja só a ideia de que algo ficou inacabado, de que a ultima vez que te vi não consegui olhar atentamente para o seu rosto e não ouvi a sua risada o suficiente.
Geralmente não sabemos quando será o ultimo beijo, o ultimo abraço, a ultima vez que ouviremos aquele alguém pronunciar nosso nome, e, por não saber, nunca nos atentamos a esses detalhes, e depois ficamos tentando de todo jeito trazer a memória tudo isso, porque mesmo que não esteja fresco em nossa mente, não está totalmente esquecido, está guardado em algum canto.
Você seguiu seu caminho e pelo que vejo a distância ele é bom, é o caminho que você merecia. Não quero te encontrar pela estrada e bagunçar tudo, não é minha intenção. Só gostaria de te encontrar ao acaso escolhendo o shampoo, de esbarrar com você a caminho do trabalho, de trocar cinco minutos de conversa e saber se você conseguiu realizar pelo menos metade dos seus sonhos até aqui.
Talvez meu coração ainda te ame de uma maneira ingênua e sincera e talvez nunca deixe de te amar assim. Porque mesmo que você não tenha sido o meu amor que duraria para sempre, é um amor que tem durado até aqui. Quem sabe eu esbarre com você quando menos esperar, quando estiver sem meus óculos e você me enxergue e brinque que eu cresci mais do que deveria, talvez eu nunca mais te encontre e com o tempo pare de procurar.
Mas eu sei, que mesmo que o acaso tenha nos mandado para longe um do outro, ele sempre vai nos conectar de algum jeito, eu sempre vou carregar no peito essa sensação de que foi incrível ter você aqui comigo por um tempo.
E me desculpe, se você estiver procurando um final para esse texto, não há, pois assim como sinto que não finalizamos a nossa historia, sinto que não há uma maneira de finalizar o que escrevi aqui.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
E eu já não sei mais dos teus olhos e já não sei mais da tua fala.
A gente já não sabe mais ficar perto, a gente já não sabe mais gargalhar com o outro.
...e a gente se esforça pra sorrir um pouco, mas o som já não tem o mesmo volume e nossas músicas perderam toda a melodia.
Eu olho pra você tentando achar aquele pedaço, aquele momento em que parei de descobrir em você, procuro pra ver se te reconheço de novo, mas não consigo. Alguma coisa não nos acompanhou e sinto que, mais até do tenhamos perdido, também tenhamos mudado.
Às vezes eu sinto saudades, eu sei que você também, mas a gente já não sabe mais do que, porque a gente nem se conhece mais.
- Juliana Chequinato
A gente já não sabe mais ficar perto, a gente já não sabe mais gargalhar com o outro.
...e a gente se esforça pra sorrir um pouco, mas o som já não tem o mesmo volume e nossas músicas perderam toda a melodia.
Eu olho pra você tentando achar aquele pedaço, aquele momento em que parei de descobrir em você, procuro pra ver se te reconheço de novo, mas não consigo. Alguma coisa não nos acompanhou e sinto que, mais até do tenhamos perdido, também tenhamos mudado.
Às vezes eu sinto saudades, eu sei que você também, mas a gente já não sabe mais do que, porque a gente nem se conhece mais.
- Juliana Chequinato
E se…
E se calado teu olhar terminar o dia, e se cerrados meus lábios derem boa noite, e se for mudo o encontro durante a tarde, desse jeito nos afastaremos de quem fomos.
E se a gente desviar nossos olhares, e se a gente no lugar só tiver preguiça, e se a gente desistir de ter saudades, nunca mais a gente estará na mesma sintonia.
E se a gente não quiser mais dar carinho, e se a gente não tentar mais ter cuidado, e se a gente não fumar nenhum cigarro, a gente não poderá nunca mais conversar sobre a vida.
E se a gente não se der mais ao trabalho, e se a gente não souber rir da teimosia, e se a gente não abraçar mais um ao outro, essa merda toda será a única saída. Pois se a gente não falar amenidades, pois se a gente no lugar tiver silêncio, pois se a gente não tiver mais o que temos, caberá somente nos esquecermos.
Mas… se amanhã a gente almoçar junto, se amanhã a gente falar rindo, se amanhã a gente se olhar de longe, a gente vai saber que a gente continua vivo.
Se a gente decidir tomar um trago e a gente voltar a ser querido, se a gente entender o quanto a gente se gosta, saberemos que podemos ser amigos.
Se a gente disser só coisas bonitas, se a gente só se fizer bem, se eu te disser que tá sem graça sem você aqui, você me deixaria esquecer da gente só mais tarde?
E se calado teu olhar terminar o dia, e se cerrados meus lábios derem boa noite, e se for mudo o encontro durante a tarde, desse jeito nos afastaremos de quem fomos.
E se a gente desviar nossos olhares, e se a gente no lugar só tiver preguiça, e se a gente desistir de ter saudades, nunca mais a gente estará na mesma sintonia.
E se a gente não quiser mais dar carinho, e se a gente não tentar mais ter cuidado, e se a gente não fumar nenhum cigarro, a gente não poderá nunca mais conversar sobre a vida.
E se a gente não se der mais ao trabalho, e se a gente não souber rir da teimosia, e se a gente não abraçar mais um ao outro, essa merda toda será a única saída. Pois se a gente não falar amenidades, pois se a gente no lugar tiver silêncio, pois se a gente não tiver mais o que temos, caberá somente nos esquecermos.
Mas… se amanhã a gente almoçar junto, se amanhã a gente falar rindo, se amanhã a gente se olhar de longe, a gente vai saber que a gente continua vivo.
Se a gente decidir tomar um trago e a gente voltar a ser querido, se a gente entender o quanto a gente se gosta, saberemos que podemos ser amigos.
Se a gente disser só coisas bonitas, se a gente só se fizer bem, se eu te disser que tá sem graça sem você aqui, você me deixaria esquecer da gente só mais tarde?
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
" Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois [...]
Eu fico imaginando nós dois [...]
Quando o silêncio grita, a solidão ecoa e a mente roda o filme antigo, eis que lhe vejo, escuto... Por hora quero me despedaçar, mas depois de um cigarro e um copo de vinho eu relaxo e esta loucura por meio de meus pensamentos se vão.
...eles voltam, todos os dias, e lá vai eu de novo tentar parar de ser ridícula.
Vejo o passado e lá esta seu sorriso, quando tudo começou era tão sincero e bonito! Me apaixonei por tudo, tudo mesmo, até defeitos que por vezes pareciam ser qualidades...
Nada adiantou meu caro...
Nada adiantou meu caro...
Cá estou eu - por fim sóbria - escrevendo nesta noite fria em meio de lágrimas e vontades que não há como saciar. Querendo saber quem sou e como sou.
Ahh, quer saber? FODA-SE! São só palavras e o vento leva, assim como o seu "Eu Te Amo" ele também levou pra longe de mim...
Acabou meu vinho, e meu cigarro esta no fim, sem nada mais a declarar vou ouvir uma música clássica e procurar um aconchego."
- Juliana Chequinato
sábado, 20 de julho de 2013
"Desculpas não justificam erros.
Perdão não é amnésia.
Não há borracha para palavras ditas.
Não se passa corretivo em gestos...
Amor não tem remetente.
Não há correio para o ódio...
...desculpas por não te perdoar,
desculpas por te amar demais,
desculpas por palavras sem nexo,
desculpas por sorrisos amargos,
domingo, 23 de junho de 2013
O tempo voa, passa pelos meus olhos, mostrando-me o que deixei para trás, trazendo com ele a dor do arrependimento junto com o desespero…
Olho para todos os lados, sinto-me vigiada, procuro tentar esconder o que estou sentindo para não me tornar vulnerável aos olhos do mundo, aos seus olhos.
A fraqueza me perturba, me destrói aos poucos. Ao menos se você estivesse aqui, comigo…
Os sonhos que me fortificavam morreram, levando com eles o que sobrou de mim.
Sinto-me confusa, desesperada. Sinto que ainda não encontrei meu lugar, talvez não fosse mesmo ao seu lado…
Mas como alguém pode saber o que é, ou não, para ser?
A noite, o som da solidão ecoa pelos corredores escuros que me cercam, pensamentos obscuros passam pela minha mente…
Talvez eu esteja pirando, realmente, a insegurança me confunde, me atordoa.
Sinto falta do teu corpo, aquecendo-me, dando-me força para seguir em frente.
A necessidade dos teus beijos cresce a cada dia, tornando-se incontrolável a cada instante.
- Juliana Chequinato
Olho para todos os lados, sinto-me vigiada, procuro tentar esconder o que estou sentindo para não me tornar vulnerável aos olhos do mundo, aos seus olhos.
A fraqueza me perturba, me destrói aos poucos. Ao menos se você estivesse aqui, comigo…
Os sonhos que me fortificavam morreram, levando com eles o que sobrou de mim.
Sinto-me confusa, desesperada. Sinto que ainda não encontrei meu lugar, talvez não fosse mesmo ao seu lado…
Mas como alguém pode saber o que é, ou não, para ser?
A noite, o som da solidão ecoa pelos corredores escuros que me cercam, pensamentos obscuros passam pela minha mente…
Talvez eu esteja pirando, realmente, a insegurança me confunde, me atordoa.
Sinto falta do teu corpo, aquecendo-me, dando-me força para seguir em frente.
A necessidade dos teus beijos cresce a cada dia, tornando-se incontrolável a cada instante.
- Juliana Chequinato
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