quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Eu esperei, e por mais que meu coração queira ficar contigo chegou a hora de partir. Vou arrumar e dar ordem a essa bagunça que fiz com meus sentimentos, mas não vou tentar te esquecer, ou melhor, esquecer aquilo que inventei.
Deixei nossos abraços guardados nas lembranças boas e aquelas conversas entre nossas despedidas… bem essas gravei dentro de mim pra que vez ou outra, eu possa colocar pra tocar. 
...você é a bagunça mais linda que eu já vivi.
Eu vou me despedir aos poucos, mas é difícil porque tudo me faz lembrar de algo que vivemos e inventamos em uma de nossas conversas aleatórias. ...eu logo quis te mandar uma mensagem e contar o que mais gostei em algo que vi, ouvi ou li, mas desisti enquanto escrevia pois lembrei que estou tentando te esquecer. É complicado porque meu coração pede pra ficar, mas ele não entende que eu não posso lembrar de quem não se lembra de mim, pelo menos não como eu queria.
Eu me lembro quando juramos de dedinho que íamos dar um jeito nessa bagunça com nossos sentimentos, me lembro também de como era fácil antes dela, antes de sentir, mas sabe eu acho que desde nosso primeiro “oi”, já existia algo em nossos inconscientes, eu só preciso descobrir como fazer pra colocar tudo lá dentro de novo.
Eu tô bem, hoje eu guardei alguns de nossos beijos e abraços na mala, também tomei um suco de morango enquanto ria lembrando de como nos dávamos bem. Devagar vai dando tudo certo, mas enquanto isso eu vou andando e sorrindo por aí e dessa vez vou pegar um mapa e traçar uma nova rota.

Sinto muito, mas já não sinto o suficiente pra continuar a sentir.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Há algum tempo percebi que carrego pra todo canto a impressão de que vou te encontrar por ai. Quando estou escolhendo o shampoo no corredor do supermercado, tenho a ligeira impressão que de você passou perto de mim. Quando estou na fila do cinema pra entrar na sessão, fico intrigada olhando pro moço de camisa branca que de costas me lembra tanto você. É como se eu fosse te encontrar na próxima esquina, mas nunca encontro.
As nossas ruas nunca se cruzaram, e se se cruzaram algum dia, eu estava desatenta e não percebi. Eu, que odeio usar óculos, passei a sair de casa só com eles, para ver se te enxergo na multidão. Mas não sei ao certo o motivo, não sei o que diria se te encontrasse, não se você me abraçaria e comentaria do meu corte novo de cabelo ou se só diria um “oi” as pressas enquanto continua andando.
Mas é essa maldita sensação de que você sempre esta por perto, essa sensação que as vezes me impede de seguir em frente, de me concentrar no shampoo que pretendo comprar ou perder o lugar na fila do cinema, essa sensação de que você foi embora mas deveria ainda estar aqui.
Há também uma sensação estranha de que seguimos caminhos diferentes e igualmente bons para nós. Você está feliz e eu também estou. Não te quero de volta. Não suponho que me queira de volta. Talvez seja só a ideia de que algo ficou inacabado, de que a ultima vez que te vi não consegui olhar atentamente para o seu rosto e não ouvi a sua risada o suficiente. 
Geralmente não sabemos quando será o ultimo beijo, o ultimo abraço, a ultima vez que ouviremos aquele alguém pronunciar nosso nome, e, por não saber, nunca nos atentamos a esses detalhes, e depois ficamos tentando de todo jeito trazer a memória tudo isso, porque mesmo que não esteja fresco em nossa mente, não está totalmente esquecido, está guardado em algum canto.
Você seguiu seu caminho e pelo que vejo a distância ele é bom, é o caminho que você merecia. Não quero te encontrar pela estrada e bagunçar tudo, não é minha intenção. Só gostaria de te encontrar ao acaso escolhendo o shampoo, de esbarrar com você a caminho do trabalho, de trocar cinco minutos de conversa e saber se você conseguiu realizar pelo menos metade dos seus sonhos até aqui.
Talvez meu coração ainda te ame de uma maneira ingênua e sincera e talvez nunca deixe de te amar assim. Porque mesmo que você não tenha sido o meu amor que duraria para sempre, é um amor que tem durado até aqui. Quem sabe eu esbarre com você quando menos esperar, quando estiver sem meus óculos e você me enxergue e brinque que eu cresci mais do que deveria, talvez eu nunca mais te encontre e com o tempo pare de procurar.
Mas eu sei, que mesmo que o acaso tenha nos mandado para longe um do outro, ele sempre vai nos conectar de algum jeito, eu sempre vou carregar no peito essa sensação de que foi incrível ter você aqui comigo por um tempo.  
E me desculpe, se você estiver procurando um final para esse texto, não há, pois assim como sinto que não finalizamos a nossa historia, sinto que não há uma maneira de finalizar o que escrevi aqui. 
Então ficará inacabado, assim como o "nosso" amor.