quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E eu já não sei mais dos teus olhos e já não sei mais da tua fala. 
A gente já não sabe mais ficar perto, a gente já não sabe mais gargalhar com o outro. 
...e a gente se esforça pra sorrir um pouco, mas o som já não tem o mesmo volume e nossas músicas perderam toda a melodia. 
Eu olho pra você tentando achar aquele pedaço, aquele momento em que parei de descobrir em você, procuro pra ver se te reconheço de novo, mas não consigo. Alguma coisa não nos acompanhou e sinto que, mais até do tenhamos perdido, também tenhamos mudado. 
Às vezes eu sinto saudades, eu sei que você também, mas a gente já não sabe mais do que, porque a gente nem se conhece mais.
              - Juliana Chequinato




E se…

E se calado teu olhar terminar o dia, e se cerrados meus lábios derem boa noite, e se for mudo o encontro durante a tarde, desse jeito nos afastaremos de quem fomos.

E se a gente desviar nossos olhares, e se a gente no lugar só tiver preguiça, e se a gente desistir de ter saudades, nunca mais a gente estará na mesma sintonia. 
E se a gente não quiser mais dar carinho, e se a gente não tentar mais ter cuidado, e se a gente não fumar nenhum cigarro, a gente não poderá nunca mais conversar sobre a vida. 
E se a gente não se der mais ao trabalho, e se a gente não souber rir da teimosia, e se a gente não abraçar mais um ao outro, essa merda toda será a única saída. Pois se a gente não falar amenidades, pois se a gente no lugar tiver silêncio, pois se a gente não tiver mais o que temos, caberá somente nos esquecermos. 
Mas… se amanhã a gente almoçar junto, se amanhã a gente falar rindo, se amanhã a gente se olhar de longe, a gente vai saber que a gente continua vivo. 
Se a gente decidir tomar um trago e a gente voltar a ser querido, se a gente entender o quanto a gente se gosta, saberemos que podemos ser amigos. 
Se a gente disser só coisas bonitas, se a gente só se fizer bem, se eu te disser que tá sem graça sem você aqui, você me deixaria esquecer da gente só mais tarde?  



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

" Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois [...] 
Quando o silêncio grita, a solidão ecoa e a mente roda o filme antigo, eis que lhe vejo, escuto... Por hora quero me despedaçar, mas depois de um cigarro e um copo de vinho eu relaxo e esta loucura por meio de meus pensamentos se vão. 
...eles voltam, todos os dias, e lá vai eu de novo tentar parar de ser ridícula. 
Vejo o passado e lá esta seu sorriso, quando tudo começou era tão sincero e bonito! Me apaixonei por tudo, tudo mesmo, até defeitos que por vezes pareciam ser qualidades...
Nada adiantou meu caro...
Cá estou eu - por fim sóbria - escrevendo nesta noite fria em meio de lágrimas e vontades que não há como saciar. Querendo saber quem sou e como sou. 
Ahh, quer saber? FODA-SE! São só palavras e o vento leva, assim como o seu "Eu Te Amo" ele também levou pra longe de mim...
Acabou meu vinho, e meu cigarro esta no fim, sem nada mais a declarar vou ouvir uma música clássica e procurar um aconchego." 
   - Juliana Chequinato